Swifties? Novos insetos descobertos são batizados com nomes em homenagem a Taylor Swift
Ao todo, quatro espécies foram nomeadas com termos em referência a estrela da música pop
Por Alessan Silva · 3 min de leitura
O gênero, batizado de Swiftiephylus, faz parte de um conjunto de 12 novas espécies de insetos australianos detalhadas em um estudo publicado recentemente na revista científica "Insect Systematics and Evolution". O nome é uma combinação certeira entre "Swiftie" — como são conhecidos os admiradores da artista — e "Phylus", sufixo técnico comum para o grupo.
Dentro do novo gênero, quatro espécies ganharam nomes latinizados que remetem diretamente à discografia e à persona da cantora: Swiftiephylus taylorae, Swiftiephylus amator, Swiftiephylus intrepidus e Swiftiephylus poetorum. As denominações homenageiam termos como "Taylor", "amante", "destemida" e "poetas", respectivamente.
Quem puxou a iniciativa foi Schroeder, um estudante de doutorado em entomologia que, além de cientista, é um admirador da estrela pop. Segundo o pesquisador, a escolha não foi arbitrária e tem uma explicação visual.
"O visual icônico de Taylor Swift é o cabelo loiro e os lábios vermelhos. Esses insetos são amarelo-pálidos com detalhes em vermelho por todo o corpo. No artigo, eu os descrevo como loiros", explicou ele em um comunicado oficial divulgado pela universidade.
Os pequenos insetos, que pertencem à família Miridae — a maior do mundo entre os percevejos, com mais de 11 mil espécies catalogadas — vivem associados às árvores de casuarina na Austrália. Segundo o estudo, não há relatos de que eles causem danos às plantas hospedeiras ou apresentem qualquer risco a humanos e animais.
A trajetória desses bichos até o reconhecimento científico é longa. Os espécimes foram coletados entre 1995 e 2004 durante um esforço de mapeamento de biodiversidade, envolvendo o Museu Americano de História Natural e parceiros australianos. Foram necessários anos de trabalho minucioso, analisando centenas de exemplares emprestados de museus, para que a classificação fosse finalmente confirmada.
Para Schroeder, dar o nome de Taylor Swift a essas espécies é uma forma de usar "um pouco da sua luz refletida" para iluminar a ciência.
"Para mim, como fã de longa data da Taylor Swift, pareceu autêntico homenageá-la dessa forma, além de chamar a atenção para a diversidade de insetos que ainda precisa ser descoberta", disse o pesquisador.
Em meio a um debate acadêmico sobre a prática de atribuir nomes humanos a elementos da natureza, o estudante reforça que a iniciativa tem um propósito nobre. Com a estimativa de que ainda existam cerca de 30 milhões de insetos não documentados no planeta, a taxonomia — a ciência de classificar e nomear organismos — é vista por ele como “a pedra angular” da preservação ambiental.
"Se não descrevermos as espécies, não saberemos que elas existem e não poderemos conservá-las. Homenagear Taylor dando seu nome a essas espécies é uma forma de honrar a ciência da conservação e chamar a atenção para toda a diversidade desconhecida", concluiu o doutorando, com o aval da professora e coautora do estudo, Christiane Weirauch.
Fonte: Jornal Extra