1 em cada 4 adultos pode nunca se casar, aponta estudo sobre novos relacionamentos
Busca por autonomia aparece como um fator importante
Por Alessan Silva · 3 min de leitura
As principais razões e características dessa transformação são:
• Foco na carreira e autonomia: Jovens adultos priorizam a formação acadêmica, a estabilidade financeira e o desenvolvimento profissional, valorizando a liberdade de gerenciar a própria rotina, finanças e moradia.
• Fatores econômicos: O aumento do custo de vida e a dificuldade de acesso à casa própria tornaram os marcos tradicionais da vida adulta (emprego, imóvel, casamento e filhos) menos lineares e mais tardios.
• Solteirice não é solidão: Estar solteiro não significa isolamento; as redes de apoio se concentram em amizades, vínculos familiares e conexões sociais. A realização pessoal passou a ser associada também a projetos individuais.
• Fim da pressão social: O julgamento e a cobrança familiar sobre quem permanece solteiro perderam força, trazendo maior naturalidade para a solteirice por escolha.
• Novas formas de afeto: A tendência não indica uma rejeição ao amor ou aos relacionamentos, mas sim uma separação entre manter vínculos afetivos e a necessidade de formalizar um casamento tradicional.
Em suma, o casamento deixou de ser o destino padrão obrigatório e passou a ser uma alternativa em meio a um leque mais amplo de possibilidades de vida.
Quem não se casa / Solteirice
• 25% dos adultos (um em cada quatro) podem passar a vida inteira sem nunca se casar oficialmente, segundo o Pew Research Center.
• O aumento da solteirice prolongada reflete a priorização de estudos, independência financeira, carreira e a ascensão das uniões consensuais (morar junto sem papel passado), que já superaram o casamento formal no Brasil segundo o Censo IBGE.
Quem se casa
• 948.925 casamentos civis foram registrados no Brasil em 2024 (um leve aumento de 0,9% em relação ao ano anterior), mas o número geral segue abaixo do patamar pré-pandemia.
• Os casamentos homoafetivos bateram recorde com 12.187 uniões em 2024, apresentando alta de 8,8% (com forte predominância de casais de mulheres, cerca de 64,6%).
Idade média ao casar
• Homens: casam-se em média aos 31,5 anos.
• Mulheres: casam-se em média aos 29,3 anos.
• Esse número subiu bastante nas últimas décadas (nos anos 2000, a média era de 27 anos para eles e 24 anos para elas), mostrando que as pessoas esperam mais tempo para oficializar a união.
Quantos se separam
• 428.301 divórcios foram registrados no Brasil em 2024.
• A proporção indica que cerca de 45% a 47% dos casamentos formalizados acabam terminando em separação ao longo do tempo.
• Duração média do casamento: os casamentos que terminam em divórcio duram em média 13,8 anos (sendo que quase metade dessas separações acontece com menos de 10 anos de união).
• Idade média no divórcio: os homens se separam com 44,5 anos de média, e as mulheres com 41,6 anos.