Torcedores recorreram às redes sociais para denunciar os preços considerados exorbitantes de comidas e bebidas nos estádios dos Estados Unidos que recebem jogos da Copa do Mundo 2026. Em um vídeo publicado no TikTok, na sexta-feira (3/7), um internauta mostra que uma garrafa de Coca-Cola de 500 ml custa US$ 9 (cerca de R$ 49) e uma garrafa de água sai por US$ 7 (cerca de R$ 38).
Outra torcedora afirmou que pagou US$ 12 (cerca de R$ 65) por um pretzel e quase US$ 14 (cerca de R$ 76) por um cachorro-quente no Arrowhead Stadium, em Kansas City.
No SoFi Stadium, em Los Angeles, os preços também chamaram a atenção. Os torcedores encontravam opções como nachos com carne defumada ao molho barbecue por US$ 23 (cerca de R$ 125) e burrito de carne desfiada por US$ 20 (cerca de R$ 109).
Europeus reclamam dos preços
Embora esses preços possam não parecer tão exorbitantes para os estadunidenses, eles soaram como um “assalto à mão armada” para os europeus, acostumados com valores mais em conta nos estádios.
Em Toronto, o engenheiro alemão Thomas Schüller disse ter se sentido “enganado” após pagar US$ 24,25 canadenses (cerca de US$ 17 ou R$ 93) por uma cerveja. Ao jornal The Independent, ele criticou os valores.
“É injusto. Não está certo. É errado. Custa três vezes mais do que eu pago no meu país”, disse Thomas.
Um criador de conteúdo do Reino Unido afirmou que os vendedores do Hard Rock Stadium de Miami estavam cobrando US$ 19 (cerca de R$ 104) por um coquetel individual e US$ 16,50 (cerca de R$ 90) por uma cerveja.
Diante dos relatos, alguns torcedores chegaram a acusar a FIFA de praticar preços abusivos, especialmente pela cobrança elevada de itens considerados básicos, como água.
Preços desafiam torcedores, mas não diminuem clima de Copa nos estádios
Além dos gastos com ingressos, hospedagem e transporte, quem está acompanhando a Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos também precisa lidar com outro desafio: os preços cobrados dentro dos estádios.
No MetLife Stadium, em Nova Jersey, palco da estreia da Seleção Brasileira e sede da final do Mundial, bebidas, lanches e produtos oficiais têm valores que chamaram a atenção dos torcedores.
Uma cerveja, por exemplo, custa entre 16 e 18 dólares, o equivalente a cerca de R$ 81 a R$ 91 na cotação atual. Já quem opta por uma garrafa de água precisa desembolsar aproximadamente R$ 25, enquanto o refrigerante sai por pouco mais de R$ 30.
Os alimentos seguem a mesma tendência. Uma fatia de pizza varia entre R$ 56 e R$ 61, dependendo do sabor. Um hambúrguer simples custa quase R$ 76, e um cachorro-quente pode chegar a R$ 66. Há ainda combos com dois sanduíches, duas porções de batata e dois refrigerantes por cerca de R$ 228.
Os souvenirs oficiais da competição também têm preços elevados. Um chaveiro da Copa é vendido por aproximadamente R$ 66, enquanto uma réplica da taça do Mundial custa pouco mais de R$ 500. Já a camisa oficial da Seleção Brasileira ultrapassa os R$ 650.
Confira alguns dos valores praticados no estádio:
- Água mineral: R$ 25,30;
- Refrigerante: R$ 30,36;
- Cerveja: entre R$ 80,96 e R$ 91,08;
- Fatia de pizza: entre R$ 55,66 e R$ 60,72;
- Hambúrguer: R$ 75,90;
- Cachorro-quente: entre R$ 43,01 e R$ 65,78;
- Combo com dois hambúrgueres, duas batatas chips e dois refrigerantes: R$ 227,70;
- Chaveiro oficial: R$ 65,78;
- Boné oficial: R$ 253;
- Camisa oficial do Brasil: R$ 657,80;
- Réplica da taça da Copa: R$ 506.
Como não é permitida a entrada com alimentos e bebidas comprados fora das arenas, os torcedores acabam recorrendo às opções disponíveis nos pontos de venda internos. Para muitos brasileiros presentes nos jogos, os valores se tornaram um dos assuntos mais comentados desta edição do Mundial.
Para quem sonha em assistir a uma partida da Copa do Mundo ao vivo, a experiência promete ser inesquecível, mas exige planejamento financeiro para evitar que a conta final seja ainda mais surpreendente do que o placar dentro de campo.
Fonte:
Metropoles e
JMOline