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Operação mira grupo que movimentou R$ 97 milhões com jogos de azar
A Divisão Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Piracicaba, realizou nesta terça-feira (13) a operação “Quebrando a Banca” contra uma organização criminosa que lavou quase R$ 100 milhões por meio da exploração ilegal de jogos de azar no interior paulista. Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Ribeirão Preto, Mogi-Mirim, Santa Rosa do Viterbo e São João da Boa Vista.
Por Keller Stocco
13 de Janeiro de 2026 às 15:53
A Polícia Civil (PC), através da Divisão Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Piracicaba, realizou nesta terça-feira (13) a operação “Quebrando a Banca” contra uma organização criminosa que lavou quase R$ 100 milhões por meio da exploração ilegal de jogos de azar no interior paulista. Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Ribeirão Preto, Mogi-Mirim, Santa Rosa do Viterbo e São João da Boa Vista.
Segundo a a PC, os envolvidos atuavam há décadas utilizando empresas de fachada e uma extensa rede de “laranjas” — pessoas usadas para emprestar o nome e esconder quem é realmente o dono do dinheiro — para ocultar o lucro obtido com as atividades ilícitas.
Relatórios de inteligência financeira revelaram que o principal líder da quadrilha movimentou mais de R$ 25 milhões em apenas em um semestre de 2024, além de apresentar histórico de transações milionárias em anos anteriores.
Parte da cúpula da organização criminosa utilizava transações imobiliárias em espécie e a aquisição de bens em nome de terceiros para esconder a origem ilícita dos recursos. Já o núcleo operacional contava com gerentes e operadores financeiros responsáveis por pulverizar milhões de reais por meio de centenas de transferências via Pix e depósitos em dinheiro, prática conhecida como smurfing, dificultando o rastreamento dos valores.
A quadrilha ainda tinha envolvimento com uma empresa, com capital social declarado de R$ 36 milhões, apontada como destino de valores milionários realizados pela liderança da quadrilha.
Somando as movimentações financeiras atípicas, o capital social das empresas utilizadas, o patrimônio imobiliário oculto e a frota de veículos — estimada em cerca de R$ 18 milhões —, a Polícia Civil calcula que o montante total de ativos e valores movimentados pela organização criminosa chegue a R$ 97,2 milhões.
Durante a operação foram recolhidos dispositivos eletrônicos, instrumentos utilizados em apostas, veículos de luxo e dinheiro. As investigações seguem em andamento para identificar outros integrantes do esquema criminoso.
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