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Imagem: Governo do Tocantins/Divulgação
Deixar o carro morrer não reprova mais automaticamente na prova da CNH
Novo manual da Senatran acaba com faltas eliminatórias imediatas e permite que candidatos somem até 10 pontos em infrações durante o exame
Por Alessan Silva
05 de Fevereiro de 2026 às 06:50
A Secretaria Nacional de Trânsito divulgou neste domingo (1º) a nova versão do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular (MBEDV), documento que passa a definir critérios unificados em todo o país para a prova prática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Entre as mudanças mais relevantes está o fim da baliza como etapa obrigatória e eliminatória do exame — manobra que, historicamente, era uma das principais causas de reprovação entre os candidatos.
O manual deverá ser seguido por todos os Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans). O descumprimento das diretrizes pode resultar em intervenção federal. A proposta é uniformizar procedimentos, reduzir diferenças entre estados e aumentar a credibilidade do processo de habilitação.
De acordo com o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo de Lima Catão, a avaliação passa a priorizar habilidades essenciais do dia a dia. “O exame deixa de focar em manobras isoladas e passa a valorizar a condução em vias públicas, a percepção do trânsito, a tomada de decisões e a convivência com veículos e pedestres”, afirmou.
Novo modelo de pontuação e avaliação prática
A reformulação altera completamente a lógica da prova. Antes, o candidato começava com pontuação máxima e perdia pontos a cada erro, incluindo falhas eliminatórias imediatas. Agora, o sistema funciona de forma inversa:
O exame começa com zero pontos;
As infrações cometidas durante o percurso somam pontos conforme a gravidade: leve (1 ponto), média (2 pontos), grave (4 pontos) e gravíssima (6 pontos);
A reprovação ocorre apenas quando o candidato ultrapassa o limite de 10 pontos.
Com isso, pequenos erros não resultam mais em eliminação automática. Situações como o veículo “morrer” durante o trajeto, desde que o condutor retome a condução com segurança, passam a ser toleradas dentro da pontuação prevista.
O estacionamento continua fazendo parte da avaliação, mas agora inserido em um contexto real de via pública. Não haverá mais exigência de número limitado de manobras, tempo máximo ou técnica específica. O critério será a segurança e o resultado final da manobra.
Mais transparência e menos subjetividade
O novo manual também proíbe práticas que geravam insegurança ou nervosismo nos candidatos. Ficam vedados:
Percursos com vagas propositalmente difíceis ou armadilhas;
Comentários ou atitudes dos examinadores que possam intimidar o candidato;
Utilização de vias de trânsito rápido ou rodovias durante o exame.
Além disso, erros que antes levavam à reprovação imediata, como esquecer o cinto de segurança, agora geram apenas pontuação, desde que o candidato seja alertado e corrija a falha.
Outra inovação é a liberação oficial para a realização do exame prático em veículos com câmbio automático, refletindo a modernização da frota nacional.
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