Conheça as aves que passam meses no ar sem tocar o chão e os truques biológicos que elas usam para sobreviver
Por Alessan Silva
19 de Maio de 2026 às 06:23
O tempo que as aves conseguem permanecer em voo contínuo varia drasticamente de poucos segundos a quase um ano inteiro, dependendo da anatomia, do habitat e do estilo de vida de cada espécie. O andorinhão-preto é o recordista absoluto, conseguindo passar até 10 meses seguidos no ar sem tocar o solo.
Abaixo está o tempo estimado de voo contínuo sem pousar para cada uma das aves citadas, organizadas do menor para o maior tempo de permanência no ar:
Meses no Ar (O Rei dos Céus)
Andorinhão: Até 10 meses. O andorinhão-preto (Apus apus) passa quase a vida toda no ar. Ele se alimenta de insetos voadores, bebe gotas de chuva e consegue até dormir desligando metade do cérebro enquanto plana em altitudes elevadas. Eles só pousam voluntariamente no período de reprodução para construir ninhos.
De Dias a Semanas (Mestres do planeio e migração)
Urubu: Cerca de 12 a 24 horas. Eles são excelentes em planar utilizando correntes de ar térmicas para economizar energia, mas precisam pousar todas as noites quando o solo esfria e os ventos térmicos desaparecem.
Águia-das-estepes: Até 4 dias. Durante seus períodos intensos de migração, essa ave de rapina consegue planar por grandes distâncias aproveitando massas de ar sem precisar tocar o chão.
Pombo: Até 100 horas (cerca de 4 dias). Os pombos (especialmente os de corrida ou correio) possuem uma musculatura peitoral extremamente eficiente e grandes reservas de gordura para navegação de longa distância.
Albatroz-viajante: Até 20 dias. Usando uma técnica chamada planeio dinâmico e travas biológicas nas asas, eles surfam nos ventos oceânicos gastando menos energia voando do que flutuando na água.
Gaivota-do-dorso-negro: Até 28 dias. Conhecida por sua resistência extrema em ambientes marinhos, consegue se manter voando e planando sobre as correntes costeiras por quase um mês seguido.
De Segundos a Horas (Aves de voo curto ou localizado)
Galinha: Cerca de 10 a 13 segundos. Devido ao corpo pesado e asas curtas adaptadas apenas para fugas rápidas, elas não têm capacidade fisiológica para voos longos.
Canário: Poucos minutos (geralmente menos de 30 minutos). Como pequenos pássaros canoros nativos de áreas arborizadas, eles realizam apenas pequenos voos entre galhos e arbustos para se alimentar.
Pardal: Cerca de 1 a 2 horas. Embora consiga voar de forma contínua por dezenas de quilômetros durante pequenas dispersões, seu metabolismo alto exige paradas frequentes para alimentação e descanso.
Corvo: Até 6 horas. É uma ave muito inteligente e resistente, mas prefere alternar voos curtos com longos períodos empoleirada para observar o ambiente.
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