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Imagem: Reprodução/Instagram
Erro faz mulher ser “presidente da República” por 24 anos; entenda
Erro faz mulher ser “presidente da República” por 24 anos; entenda
Por Alessan Silva
20 de Maio de 2026 às 06:54
Um erro no sistema da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes (PE) fez com que uma técnica de enfermagem fosse registrada como ocupante do cargo de “presidente da República” na carteira de trabalho.
Aldenize Ferreira da Silva foi procurar emprego na Agência do Trabalhador da cidade, quando acabou surpreendida com a informação de que constava no sistema que ela ocupava o cargo de “presidente da República” há 24 anos, desde 2002.
“O rapaz pega meu CPF, coloca lá no sistema. Ele olha para mim e diz assim: ‘A senhora está de brincadeira comigo, né?’. Aí eu disse: ‘De brincadeira? Como assim?’. Ele disse: ‘Como é que a senhora trabalha há 24 anos e 2 meses e a senhora tem o cargo de presidente da República desde 14 de março de 2002? E a senhora tem a cara de pau de vir aqui atrás de emprego”, contou Aldenize ao G1.
Segundo a prefeitura, o erro ocorreu durante a transição do antigo Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (Sefip) para o sistema digital e-Social. Aldenize trabalhou como merendeira na prefeitura entre 2000 e 2002.
Com o erro do sistema, bases de dados foram alteradas e transformaram servidores de “cargo comissionado genérico” em ocupantes do cargo “presidente da República”. Não há informações sobre quantas pessoas tiveram o registro modificado.
Por fim, a prefeitura afirma que quem tiver passado pelo mesmo problema deve procurar o Setor de Gestão de Pessoas do município para regularizar a situação.
A gestão da Jaboatão dos Guararapes reforçou “compromisso com a transparência, a correção de inconsistências e o respeito à trajetória funcional de todos os cidadãos que já prestaram serviços ao município”. Além disso, a administração municipal afirmou que permanece à disposição para esclarecimentos e que adotou medidas internas para evitar novas situações semelhantes.
Segundo o g1, outras duas mulheres alegaram ter sofrido com o mesmo erro.
O Metrópoles tenta contato com o Ministério do Trabalho e Emprego para um posicionamento, mas ainda não obteve retorno.
Salário Segundo os dados, o vínculo começou em março de 2002 e permanece ativo até hoje, com salário inicial de R$ 201,60. Depois que o caso veio à tona, outras duas mulheres relataram situações semelhantes envolvendo o mesmo cargo.
Os registros apontam que o vínculo estaria ligado à Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, onde Aldenize trabalhou no início dos anos 2000 como merendeira. Ainda conforme os dados oficiais, o último pagamento registrado foi de R$ 15,42, em dezembro de 2002.
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