Imagem: Radu Frentiu, Diaz Nugraha/Guinness World Records
Cobra na Indonésia é eleita a maior já encontrada
Ibu Baron, uma píton-reticulada encontrada em Sulawesi, foi reconhecida pelo Guinness World Records como a maior cobra selvagem já medida
Por Alessan Silva
10 de Fevereiro de 2026 às 06:38
Uma enorme píton-reticulada (Malayopython reticulatus) descoberta nas florestas da ilha de Sulawesi, na Indonésia, entrou oficialmente para o Guinness World Records como a cobra selvagem mais longa já registrada em medições formais, com 7,22 metros de comprimento — mais do que a altura de muitos cômodos residenciais e quase o comprimento de uma pick-up pequena estacionada em linha reta.
Batizada de Ibu Baron — que significa “a Baronesa” na língua local — a serpente foi encontrada por um conservacionista indonésio e resgatada com o apoio de especialistas em vida selvagem. Depois de capturada, ela foi medida com precisão usando métodos padronizados e registrada em fotos e vídeos, de forma que o recorde pudesse ser validado oficialmente.
Maior cobra já vista Esse registro é significativo porque, ao contrário de relatos históricos e folclóricos de cobras extraordinariamente longas (como uma suposta serpente de cerca de 10 m registrada em 1912 na mesma ilha), Ibu Baron representa um caso documentado com evidências verificáveis — algo que o Guinness exige para reconhecer o recorde mundial.
Apesar do tamanho impressionante, as pítons-reticuladas não são venenosas. Esses répteis matam suas presas por constrição, envolvendo-as com os músculos poderosos do corpo até causar parada respiratória e cardíaca do animal. Em seu habitat natural, elas atacam principalmente mamíferos de porte moderado (como porcos-espinhos selvagens e cervos), mas relatos raros indicam conflitos com animais domésticos e, em casos extremos, com humanos no Sudeste Asiático.
Especialistas apontam que o encontro de cobras gigantes com comunidades humanas tem aumentado nas últimas décadas devido à perda de habitat natural e à expansão urbana, que empurram as serpentes para zonas mais próximas às áreas cultivadas e vilarejos. A destruição de florestas e a redução de suas presas naturais forçam as pítons a explorar novos territórios em busca de alimento, o que intensifica a chance de encontros diretos com pessoas.
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