Se você pudesse pedir um desejo para um gênio no ano de 2026, escolheria que o Brasil conquistasse o tão sonhado hexa ou optaria em viver um novo amor? Segundo uma pesquisa realizada pelo aplicativo de relacionamento Inner Circle, a maioria dos solteiros prefere a chance de experimentar uma paixão a ver o país garantindo o título mundial.
O que dizem os números
Para o levantamento, o aplicativo de namoro entrevistou 1,4 mil pessoas. Entre o grupo de 25 a 34 anos, 53% afirmou que escolheria um romance no lugar da taça do hexa. À medida que a idade avançava, o número crescia: entre os solteiros de 45 a 54 anos, apenas 22% optou pelo título.
De acordo com Clara Rodrigues, terapeuta integrativa, as pessoas acreditam que ficou mais difícil encontrar um amor em tempos modernos. A questão, no entanto, não é exatamente essa. Na verdade, o que mudou foi a forma de se relacionar e as expectativas criadas em torno disso.
“A chave está em encontrar um equilíbrio entre o desenvolvimento pessoal e a disposição para construir uma relação real, com todos os seus altos e baixos. Se você acredita no amor e se mantém disponível para ele, as chances de encontrar alguém especial aumentam”, explica.
A especialista acrescenta que não existe um resposta pronta para a frustração por não ter um compromisso romântico, mas que é importante avaliar fatores como redes sociais, que, devido à “comparação com vidas idealizadas na internet, geram insatisfação crônica” e apps de namoro, que “não garantem conexões profundas e duradouras”.
A pista está salgada?
Embora a pergunta do levantamento colocasse os cenários em xeque, a pesquisa também revelou que, para os torcedores solteiros, não se tratava de uma disputa — já que 66% disse que marcaria um primeiro encontro em dia de jogo da Copa do Mundo.
Por sua vez, quase metade do grupo (43%) revelou que prefere assistir aos jogos na própria residência ou na casa de amigos. Esse dado, portanto, não favorece as chances de conseguir um romance inesperado.
Falta de homem no Brasil é confirmada em pesquisa feita pelo IBGE
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmou, na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua 2025 divulgada nesta sexta-feira (17), que a população feminina é majoritária no Brasil.
O índice médio nacional aponta a existência de 95 homens para cada 100 mulheres, consolidando uma tendência de distanciamento demográfico entre os gêneros observada nos últimos anos.
A diferença populacional acentua-se conforme a faixa etária avança. No Rio de Janeiro, entre pessoas com mais de 60 anos, a proporção cai drasticamente para 70 homens para cada 100 mulheres. Em São Paulo, o cenário é semelhante, com 76 homens para o mesmo grupo de 100 mulheres. Ao todo, o Brasil registra cerca de 6 milhões de mulheres a mais do que homens em seu território.
Especialistas e demógrafos indicam que o fenômeno é impulsionado por dois fatores principais: a mortalidade masculina precoce e a maior longevidade feminina. Embora, por razões biológicas, nasçam de 3% a 5% mais homens do que mulheres em escala global, essa vantagem numérica masculina se perde no Brasil por volta dos 24 anos.
Fonte: Metropoles e Band