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Imagem: David Mareuil/Anadolu via Getty Images
Caso do macaco Punch faz venda de pelúcia de orangotango disparar
História de ternura animal impulsiona vendas do brinquedo preferido de Punch e transforma macaquinho em fenômeno global
Por Alessan Silva
25 de Fevereiro de 2026 às 06:41
No Zoológico de Ichikawa, perto de Tóquio, a jornada do macaco Punch — um filhote de macaco-japonês rejeitado pela mãe e inicialmente excluído pelo grupo — virou uma das histórias mais tocantes do momento. Desde que ele foi visto circulando pelo recinto com uma pelúcia de orangotango como “consolo”, as redes sociais passaram a acompanhar cada passo do pequeno primata, transformando-o em um fenômeno viral nas plataformas.
O vínculo improvável entre Punch e o brinquedo não ficou restrito ao zoo: a mesma pelúcia virou objeto de desejo de fãs em todo o mundo.
A procura pelo brinquedo disparou em lojas físicas e on-line, esgotando unidades em vários países e levando revendedores a listar exemplares por valores muito acima do preço original.
O orangotango de pelúcia, que originalmente custa US$ 19,99 (aproximadamente R$ 103), foi visto sendo vendido no eBay, com pedidos que chegam a US$ 328 (cerca de R$ 1.693).
O que está por trás do apego do macaco Especialistas em comportamento animal e cuidadores do zoo explicam que, após a rejeição da mãe e as dificuldades de socialização com os outros macacos do recinto, Punch encontrou na pelúcia um substituto de aconchego — um “objeto de apego” que o ajudou a lidar com a ansiedade e a insegurança no novo ambiente.
O fenômeno também teve reflexos no comportamento do consumidor. A pelúcia que ofereceu conforto a Punch acabou se tornando um item cobiçado, com estoques esgotados e exemplares revendidos por preços bem acima do praticado originalmente.
Por que o abandono materno pode acontecer?
Segundo a revista Exame, No caso de Punch, dois fatores se somaram: sua mãe estava tendo seu primeiro filhote, o que indica inexperiência, e o parto aconteceu durante uma onda de calor intensa, um ambiente de alto estresse.
"Em situações em que a sobrevivência é ameaçada por fatores externos, como uma onda de calor, as mães podem priorizar a própria saúde e a reprodução futura em vez de continuar cuidando de um filhote", disse Alison Behie, especialista em primatologia da Universidade Nacional da Austrália, ao The Guardian
Takashi Yasunaga, responsável pela divisão de zoológicos da prefeitura de Ichikawa, confirmou ao New York Times que esses fatores combinados provavelmente levaram ao abandono.
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