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Imagem: Giampaolo Braga / Agência O Globo
Com apoio da Nasa, cientistas preveem ano exato em que a Terra 'acabará' - e será mais cedo do que o esperado
Uma pesquisa com dados de computadores da NASA mostra que a causa do 'fim' do oxigênio no planeta não serão as ações do homem
Por Alessan Silva
14 de Abril de 2026 às 07:02
Uma pesquisa feita com informações do Instituto de Astrobiologia da NASA, conduzida pelos cientistas Kazumi Ozaki e Christopher T. Reinhard, mostra que a Terra deixará de ter oxigênio em um bilhão de anos; milhões de anos a menos que do que se previa anteriormente. E a culpa não será do homem.
Apesar de existir um Relógio do Juízo Final, criado em 1947 pelo Boletim dos Cientistas Atômicos para alertar um possível apocalipse causado por ações humanas (como conflitos nucleares e crises climáticas), o estudo feito por Ozaki e Reinhard aponta que a causa para o 'fim' da Terra, seria, na verdade, o Sol.
Atualmente, cerca de 20% da atmosfera da Terra são compostos por oxigênio, mas, segundo os pesquisadores, esse cenário não é permanente e sofrerá alterações causadas pelo Sol. O estudo, que foi publicado na revista cientifica 'Nature Geoscience', prevê que o Sol sofrerá uma expansão e irá liberar mais calor, o que fará com que a água seja cada vez mais extraída da Terra e levada para a atmosfera, comprometendo os níveis de oxigênio no planeta. Isso seria uma catástrofe.
Ozaki e Reinhard calcularam que a data de validade da nossa atmosfera é muito anterior à prevista. Pesquisas anteriores previam que a Terra se tornaria inabitável em cerca de dois bilhões de anos, devido a mudanças do Sol, mas, de acordo com Ozaki e Reinhard, as previsões foram erradas. Segundo eles, a estimativa atual é de que a Terra 'acabe' por volta do ano 1.000.002.021.
Os cientistas descartam a possibilidade de que a humanidade, até lá, possa encontrar meios de mudar esse destino.
Eles destacam ainda que uma iniciativa da NASA, chamada 'Large Ultraviolet Optical Infrared Surveyor' (LUVOIR), nos permitirá observar essas mudanças fora da Terra, identificando o início e o fim da vida em outros planetas.
Outras datas
As datas que viralizaram como o "fim do mundo" variam entre interpretações de calendários antigos, previsões religiosas e, mais recentemente, correntes em redes sociais como o TikTok.
As datas mais famosas e recentes que ganharam força na internet incluem:
23 e 24 de setembro de 2025: Esta é a viralização mais recente e significativa nas redes sociais (especialmente no TikTok). A teoria ganhou força após declarações do pastor sul-africano Joshua Mhlakela, que afirmou ter recebido uma revelação sobre o "arrebatamento" nessas datas, coincidindo com o Rosh Hashaná (Ano Novo Judaico). 21 de dezembro de 2012: Provavelmente a data de maior impacto global, baseada em uma interpretação (hoje considerada equivocada) do fim do ciclo do Calendário Maia. O assunto dominou a internet, gerou filmes e debates exaustivos sobre o alinhamento galáctico.
1º de janeiro de 2000 (Bug do Milênio): Na virada do milênio, o medo era tanto místico quanto técnico. Havia o receio de que sistemas de computação falhassem e causassem um colapso global, além de profecias religiosas sobre o ano 2000.
Ano de 2060: Recentemente, uma carta escrita por Isaac Newton em 1704 viralizou ao ser redescoberta. Nela, o cientista calculou, com base em textos bíblicos, que o mundo como o conhecemos terminaria por volta desse ano.
23 de setembro de 2017: Na época, o numerólogo David Meade afirmou que um "Planeta X" (ou Nibiru) colidiria com a Terra, baseando-se em códigos bíblicos e na posição das estrelas. A data gerou milhões de buscas e vídeos no YouTube.
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