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Dise e Vigilância Sanitária interditam clínica de estética no Centro, em Americana
A ação teve como objetivo apurar supostas irregularidades na comercialização e aplicação de medicamentos. A investigação teve início após denúncia da Vigilância Sanitária, que apontou a realização de aplicações de Mounjaro por pessoa sem habilitação, além de indícios de adulteração da substância por meio de diluição em soro fisiológico.
Por Keller Stocco
23 de Abril de 2026 às 13:03
A Polícia Civil, através da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) Americana, deflagrou nesta quarta-feira (22) a operação “Virtuosa” e uma clínica de emagrecimento localizada na Rua 30 de Julho, no centro de Americana, foi interditada pela Vigilância Sanitária.
A ação teve como objetivo apurar supostas irregularidades na comercialização e aplicação de medicamentos. A investigação teve início após denúncia da Vigilância Sanitária, que apontou a realização de aplicações de Mounjaro por pessoa sem habilitação, além de indícios de adulteração da substância por meio de diluição em soro fisiológico.
De acordo com PC, o estabelecimento oferecia um suposto tratamento chamado “Protocolo Monjfest”, voltado ao emagrecimento com uso de tirzepatida. Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os policiais civis localizaram 57 ampolas de medicamentos injetáveis, 19 frascos de soro fisiológico, seringas, agulhas, quatro celulares, um tablet e três cadernos com anotações manuscritas. Também foram encontrados medicamentos vencidos e armazenados de forma inadequada, além de frascos com tirzepatida, cuja comercialização está proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A PC ainda informou que a responsável pela clínica confirmou aos policiais que não possui formação em medicina ou biomedicina para realizar os procedimentos. Ela e uma funcionária encarregada dos agendamentos foram levadas à sede da DISE para prestar depoimento, acompanhadas por advogado.
Diante das irregularidades constatadas, a Vigilância Sanitária interditou e lacrou o imóvel, que permanecerá fechado até nova deliberação dos órgãos competentes. A PC informou que será instaurado inquérito para apurar a responsabilidade dos envolvidos.
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