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“Meu maior desafio dentro desse projeto foi ter que conviver com uma misoginia interna. Acho que isso era o que no começo me deixava travada, essa sensação de abafamento. As pessoas veem o resultado na tela, mas não fazem ideia das coisas que acontecem nos bastidores e o quanto isso pode afetar o resultado. Eu me senti oprimida no começo”, disse.
“Depois que muita m*rda foi ventilada, que todo mundo já sabia o que estava acontecendo, eu falei: ‘É isso, tá acontecendo um monte de confusão mesmo. Não vou ficar dando entrevista falando que tá tudo bem, porque não estava’. Não pode ser risível um homem levantar o braço no meio de uma gravação e perguntar: ‘Cheira aqui o meu sovaco e vê se eu estou fedendo’. Isso não pode ser tratado como algo cômico, porque não é. Um homem dizer: ‘Ah, mas você tem cara de que gosta do cheiro de homem’. Isso pra mim não é nada engraçado, mas eram por essas coisas que eu estava passando antes de tudo vir à tona”.
A atriz também falou sobre a omissão dos chefes. “Querem que a gente tenha medo de uma porta fechada, de um espaço negado, mas minha porta não tá fechada nem um pouco. Fiquei um pouco chateada com a maneira como as coisas se deram internamente. Solicitei reuniões, mas aí quem está na cadeira de comando? Homens brancos… que até hoje não entendi qual o pacto tão forte ali entre esses homens. Já tive reuniões falando sobre projetos futuros, mas sobre essa situação específica nenhum homem conseguiu sentar na minha frente e conversar comigo sobre o que estava acontecendo”, falou.
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