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Imagem: Gabriela Biló/Folhapress
Pesquisa do Ibope coloca Neymar como o jogador de maior liderança do Brasil
Levantamento do órgão analisou os 60 nomes ligados à Seleção Brasileira
Por Alessan Silva
18 de Maio de 2026 às 06:44
Mesmo sem a vaga garantida na Seleção Brasileira dirigida por Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo, Neymar é o nome que a população mais confia no aspecto de liderança no Brasil. Os dados são da nova pesquisa do Ibope Repucom, divulgada nesta sexta-feira (15) durante a São Paulo Innovation Week.
O instituto analisou uma amostra de 60 nomes ligados à Seleção Brasileira, o que envolve atletas convocados ao longo do último ciclo até o Mundial deste ano e ainda inclui o próprio técnico Carlo Ancelotti e o mascote da CBF, o Canarinho Pistola.
Na apresentação do Ibope, feita por Antônio Wanderley, CEO do instituto, o executivo destacou que o método da pesquisa é bem estabelecido e que o material pode ser usado por marcas para identificar oportunidades de collabs ou figuras do futebol nacional que podem ser importantes em campanhas publicitárias ou na estratégia de comunicação.
Neymar é o 'líder confiável' Em um dos aspectos levantados pela pesquisa do Ibope, Neymar lidera o ranking no aspecto da confiança do público para assumir um papel de liderança da Seleção. No gráfico montado pelo instituto, são combinados os dados que indicam o nível de confiança e, ao mesmo tempo, a fama dessa figura no público geral. Ao lado do atacante do Santos, o top três que se destaca é o técnico Carlo Ancelotti, na segunda posição, e Vini Jr, atacante do Real Madrid, em terceiro.
Esses três nomes apresentam níveis altos de confiança da população e são conhecidos por boa parte do público. Para medir o grau de intensidade, foi estabelecida uma régua de 50 a 100 na popularidade, na qual Neymar conquistou o nível quase máximo, e de 50 a 70 no nível de confiança, também liderado pelo jogador do Santos.
A pesquisa do Ibope também revela outros aspectos interessantes. Após o top três neste recorte da pesquisa, o quarto nome é o atacante Richarlison. Camisa 9 na Copa de 2022, o jogador do Tottenham corre por fora na reta final da disputa por vaga na Seleção Brasileira de Ancelotti, mas o baixo desempenho técnico desde o último Mundial não parece ter afetado tanto a imagem do Pombo no público geral.
Richarlison é o terceiro de maior popularidade, atrás de Neymar e Vini, mas perde no aspecto confiança para Ancelotti. O atacante aparece empatado nesse aspecto com o goleiro Alisson e o atacante Estêvão, também todos como confiantes na liderança da Seleção. Mas o goleiro do Liverpool aparece "apenas" no meio da lista entre os mais famosos, enquanto o atacante do Chelsea é o último no nível de popularidade, muito atrás de Raphinha, penúltimo colocado no recorte da fama.
O Canarinho Pistola surge como uma figura famosa e confiante na pesquisa do Ibope. O mascote da CBF é o quarto colocado entre os mais conhecidos pela população e também consegue ter um nível de confiança maior do que jogadores como Casemiro, Lucas Paquetá, Endrick e Raphinha.
Brasil é o país mais engajado no futebol O levantamento divulgado na São Paulo Innovation Week também mostra que o Brasil é o país mais engajado do mundo quando o assunto é futebol. Os dados mostram que um a cada quatro brasileiros acompanha pelo menos cinco campeonatos esportivos diferentes.
Foram analisados 36 países para estabelecer a média global da audiência por futebol e, em todas as métricas usadas, o Brasil fica na frente do percentual geral. Foram usados como base o público que vê apenas um campeonato na modalidade, cinco campeonatos diferentes, 10 campeonatos e, por último, 15 competições diferentes de futebol.
O Ibope mostra que 59% da população brasileira assiste, pelo menos, a um campeonato de futebol. O recorte cai para 27% quando são cinco torneios ou mais, para 8% com 10 competições diferentes e, no último nível de análise, 3% das pessoas acompanham 15 campeonatos ou mais.
Outro dado de peso é que 96% praticam ao menos uma modalidade esportiva, enquanto 73% se declaram fãs de futebol. Há um aumento de 12% em relação à Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, quando 65% afirmavam a mesma coisa. A pesquisa completa, chamada de "Química do Carisma", será divulgada pelo instituto na segunda-feira (18) e reúne outros aspectos-chave: identificação, relevância, interesse e comportamental.
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