Blogs→RAPIDINHA VOX→Sorte no jogo... As derrotas de Messi nos negócios ao investir em restaurante, imóbiliária e até sapatos
Imagem: Reprodução/Instagram
Sorte no jogo... As derrotas de Messi nos negócios ao investir em restaurante, imóbiliária e até sapatos
Jogador argentino emplacou com rótulo de vinhos, jogos eletrônicos e marketing de influência
Por Alessan Silva
17 de Julho de 2026 às 06:52
Ninguém duvida de que Lionel Messi seja um gênio do futebol. Vai sair deste Mundial, se não com a taça, com o título de maior artilheiro de todas as Copas e, quem sabe, com o prêmio Chuteira de Ouro. Tudo depende da final disputada com a jovem seleção espanhola no domingo, 19.
O argentino é hoje, segundo a revista "Forbes", o segundo jogador mais rico do mundo, só perdendo em bilhões para Cristiano Ronaldo. Enquanto o português tem um patrimônio avaliado em R$ 7,5 bilhões, Messi possui um pouco menos, cerca de R$ 5,69 bilhões.
Poderia até ser mais. Para se ter uma ideia, uma única postagem de publi no Instagram do jogador, com 513 milhões de seguidores, custa em média R$ 13 milhões. E o perfil praticamente é um outdoor digital.
O tino para os negócios parece ser tão bom quanto a habilidade com os pés. Mas nem sempre foi assim. Entre as muitas vitórias comerciais que possui, como uma cadeia de hotéis, da qual se tornou sócio, rótulos de vinho, prédios comerciais, jogos eletrônicos e por aí vai, Messi já amargou prejuízos por conta de riscos não calculados e ingerência de terceiros.
Caso do restaurante Bellavista del Jardín del Norte, aberto por ele em Barcelona, em 2016. O começo foi bastante badalado. Afinal, o atacante era a estrela do time mais amado da cidade. Além disso, era uma reprodução fiel de alguns pontos de Rosário, sua cidade natal na Argentina.
O empreendimento num imóvel de 1 mil m² quadrados era dividido em vários ambientes e tinha até uma praça em seu interior. A repercussão mundial, no entanto, não salvou o negócio. Tocados pelos irmãos de Messi, o restaurante portenho no centro da cidade catalã naufragou.
Antes de se aventurar no mundo da gastronomia, Messi investiu seus primeiros milhões no ramo imobiliário e abriu uma empresa na cidade em que nasceu. O craque pretendia atuar no ramo de locação de imóveis em toda a Argentina. A imobiliária ficou aberta de 2008 a 2020 até ser fechada em definitivo porque Messi não queria mais tirar do bolso para salvar a empresa.
Foi do próprio bolso que tirou o sonho de Antonela Roccuzzo do papel. Ela quis ser empresária e cismou de abrir uma loja de sapatos de luxo. Na época, 2017, ano do casamento dos dois, ela se tornou sócia de Sofia Balbi, casada com o atacante uruguaio Luis Suárez, parceiro de Messi no Barça.
A loja representava na Europa os artigos fabricados pela argentina Sarkany. Na inauguração os dois craques foram o chamariz. Mas nem assim a loja prosperou e fechou dois anos depois. Moda, aliás, não é lá negócio para os Messi.
Em 2019, mesmo com a derrota da Argentina na Copa da Rússia um ano antes, ele tratou de investir numa marca própria de roupas. Colocou a irmã à frente da empreitada e se associou ao grupo MGO Global, de Ginny Hilfiger, responsável por grifes esportivas como Fila e Tommy Hilfiger.
Apesar da fama do jogador, a Messi Store nunca decolou, de fato. Nem mesmo durante a Copa do Catar, já que não podia comercializar nada que "brigasse" com o que a Adidas, patrocinadora de Messi, já produzia. A marca foi vendida este ano para a Centric Brands, que teria desembolsado apenas R$ 10 milhões. Messi recebeu 7,5 milhões. Quase metade do que ganha fazendo uma propagandinha de fone de ouvido.
Em 2021, ele comprou por R$ 110 milhões um hotel de luxo em Sitges, região litorânea da província da Catalunha. Mas um imbróglio o pegou de surpresa. A construção não cumpria as regras urbanísticas locais e teve uma ordem judicial de demolição, segundo o "El Confidencial".
Em 2024, outra empresa do ramo imobiliário de Messi começou a dar prejuízo. A Rostower teve um prejuízo de quase R$ 450 milhões segundo os balanços divulgados. O que representou um aumento de 317% nas perdas em relação ao ano anterior.
Messi: saiba detalhes do patrimônio bilionário do craque da Argentina
“Máquina” de fazer gols e de dar assistências dentro de campo pela seleção da Argentina e pelo clube Inter Miami FC, Lionel Messi também pode ser descrito como um atleta bilionário. Neste ano, o patrimônio do maior artilheiro da história de Copas do Mundo atingiu a cifra de US$ 1,1 bilhão, o equivalente a R$ 5,63 bilhões em cotação atual, pelas estimativas da revista Forbes.
O craque, que conquistou quase todos os títulos possíveis dentro de campo, é um dos responsáveis — ou o maior deles — a levar a Argentina para a segunda final de Copa do Mundo consecutiva. Com todos os olhos voltados para as jogadas criadas por Messi, a coluna Claudia Meireles foi atrás de mais detalhes a respeito da fortuna da estrela do futebol.
“O astro argentino é apenas um dos quatro atletas a entrar para o clube dos bilionários enquanto ainda estão em atividade em seus esportes — e é um dos dois novos bilionários que competem na Copa do Mundo deste ano“, escreveu a Forbes. Com o montante de 10 dígitos na conta bancária, ele se tornou a quinta pessoa mais rica da Argentina pelo ranking da revista.
Segundo a publicação, o patrimônio de Lionel Messi é proveniente dos altos salários recebidos nos clubes em que atuou e, “principalmente, do acúmulo e da valorização de seu dinheiro ao longo da carreira, além da opção para adquirir uma participação acionária no Inter Miami após se aposentar”.
Na última temporada, o camisa 10 da Argentina faturou em torno de US$ 70 milhões, isto é, R$ 358 milhões, pela atuação em campo. Considerado uma “máquina de fazer dinheiro”, ele ganhou a mesma quantia decorrente de acordos de patrocínio, licenciamento de marca e outros negócios. Com 39 anos, o meia-atacante soma 22 anos de carreira no futebol, contados a partir da estreia oficial no clube espanhol Barcelona, em 2004.
Quando foi contratado para as categorias de base do Barcelona, aos 13 anos, Messi ganhava uma ajuda de custo mensal de 1 mil a 2 mil euros, ou seja, R$ 5,56 mil a R$ 11,72 mil, respectivamente, em cotação atual.
Com a profissionalização, o salário inicial do jogador aumentou para a faixa de 30 mil a 50 mil euros, no caso, R$ 175,8 mil a R$ 293,08 mil. Com a evolução do atleta nos gramados, a remuneração só decolou.
Depois do Barcelona, o craque foi para o Paris Saint-Germain (PSG) e ficou no time francês até 2023. Com o término do contrato, ele teve a alternativa de jogar na Liga Profissional Saudita, mas decidiu ir para os Estados Unidos. Mesmo aceitando um salário mais baixo do que o proposto pelo Al-Ahli, o argentino continua como um dos jogadores mais bem pagos do mundo.
Usamos cookies essenciais para o funcionamento do site e cookies não essenciais para análise e melhorias. Você pode aceitar ou recusar o uso de cookies não essenciais.