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Podemos tomar quantas xícaras de café por dia? Estudo responde
Nova pesquisa aponta que o consumo moderado de café pode beneficiar o coração, mas alerta para os riscos das bebidas energéticas; entenda!
Por Alessan Silva
22 de Julho de 2026 às 07:03
Consumir até 400 miligramas de cafeína por dia — quantidade equivalente a aproximadamente cinco xícaras de café de 240 ml — permanece seguro para a maioria dos adultos e não está associado ao aumento do risco de doenças cardiovasculares. A conclusão faz parte de uma revisão científica publicada nesta segunda-feira, 20, na revista Circulation, da Associação Americana do Coração (AHA).
O documento reúne estudos recentes sobre os efeitos da cafeína no sistema cardiovascular e aponta que o consumo moderado de café não representa risco adicional ao coração para a maior parte da população. Ao mesmo tempo, os pesquisadores alertam que doses elevadas de cafeína, especialmente as encontradas em bebidas energéticas e produtos concentrados, podem provocar efeitos prejudiciais.
“A cafeína consumida no café é uma parte essencial da vida diária de milhões de pessoas e, para a maioria dos adultos, a ingestão de até 400 mg por dia é segura e não aumenta o risco cardiovascular”, afirmou, em comunicado, Gregory M. Marcus, professor de medicina da Universidade da Califórnia, em São Francisco, nos Estados Unidos, e presidente do grupo responsável pela pesquisa.
Os autores destacam que analisar o impacto da cafeína sobre o organismo exige cautela, já que a maior parte das pesquisas disponíveis avalia especificamente o consumo de café, bebida que reúne centenas de compostos além da cafeína.
Detalhes do estudo Entre essas substâncias estão componentes que, em estudos experimentais, demonstraram propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Segundo os pesquisadores, esses elementos podem contribuir para explicar parte dos benefícios observados em pessoas que consomem café regularmente. Além disso, ingredientes frequentemente adicionados à bebida, como leite, creme, açúcar e xaropes, também podem influenciar seus efeitos sobre a saúde.
Após ser ingerida, a cafeína é metabolizada pelo fígado e costuma atingir sua concentração máxima no organismo em aproximadamente uma hora. Entretanto, esse processo varia conforme fatores como idade, genética, metabolismo individual e frequência de consumo. Algumas pessoas desenvolvem tolerância à substância com o uso contínuo, enquanto outras permanecem mais sensíveis aos seus efeitos.
No curto prazo, a cafeína pode provocar aumento temporário da pressão arterial, da frequência cardíaca, da glicemia e do estado de alerta. Em alguns indivíduos, também pode causar palpitações e alterações no padrão do sono.
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