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Imagem: Fabio Rocha/Globo
Aguinaldo Silva quer contar a origem de Nazaré em série sobre a vilã de “Senhora do Destino”
Projeto provisoriamente batizado de "Menina Má" acompanha a infância e a juventude da personagem antes dos acontecimentos da novela
Por Alessan Silva
23 de Julho de 2026 às 07:05
Uma das maiores vilãs da história da teledramaturgia brasileira pode ganhar uma história própria. A coluna apurou que Aguinaldo Silva apresentou à Globo um projeto que pretende revisitar as origens de Nazaré, personagem eternizada por Renata Sorrah em “Senhora do Destino” (2004).
Com o título provisório de “Menina Má”, a produção funcionará como um prelúdio da novela e acompanhará a infância e a juventude da personagem, revelando como ela se transformou em uma das antagonistas mais marcantes da televisão brasileira.
A ideia é explorar os acontecimentos que moldaram a personalidade de Nazaré Tedesco muito antes de ela entrar para a prostituição, se tornar cafetina e protagonizar os crimes e armações que movimentaram a trama exibida pela Globo há mais de duas décadas.
O projeto já foi apresentado à emissora, mas ainda não há uma definição sobre seu destino. A série pode ser desenvolvida para o Globoplay ou para a própria TV Globo, dependendo das decisões da empresa.
Se for aprovada, “Menina Má” aprofundará a trajetória de uma personagem que se tornou um fenômeno da cultura pop brasileira. Vivida por Renata Sorrah, Nazaré ultrapassou o sucesso da novela e entrou para o imaginário popular, com cenas e expressões que seguem sendo lembradas e compartilhadas até hoje. A personagem, inclusive, fez parte do quadro “As Vilãs”, que foi ao ar no especial “Globo 60 Anos” em 2025.
Além de resgatar um de seus maiores sucessos, o projeto representa uma oportunidade para Aguinaldo Silva expandir o universo de “Senhora do Destino”, mostrando que, antes de se tornar a vilã querida pelo público, Nazaré também teve uma história — e é justamente ela que “Menina Má” pretende contar.
Por que Nazaré Tedesco foi a melhor vilã da Globo?
1. Autoestima As novelas nunca viram personagem com mais autoestima que Nazaré. A vilã não economizava nas caras e bocas quando se admirava no espelho, sempre se chamando de “gostosa”. Autoconfiança é tudo!
2. Bom gosto para moda Nazaré percebeu antes de todo mundo que a década de 90 era uma super inspiração em termos de moda, e sempre arrasava nos vestidos de veludo.
3. Sedução Além de estilosa, Nazaré sabia seduzir como ninguém.
4. Disfarces O público amava Nazaré, é verdade, mas vamos ser sinceros: ela não era muito benquista pelas outras personagens da novela. Para poder circular pelos outros núcleos sem ser linchada, Naza recorria aos disfarces – que, na verdade, envolviam apenas uma peruca escura (e muitas vezes mal posicionada).
5. Tiradas e apelidos A raposa felpuda era mestre em dar apelidos para seus desafetos. Dentre as pérolas, a enteada Maria Claudia (Leandra Leal) era a “pitbull fêmea”, a “filha” Isabel/Lindalva (Carolina Dieckmann) era a “ingrata” e Maria do Carmo (Suzana Vieira) era a nada politicamente correta “anta nordestina”.
Outra tirada clássica de Naza foi durante o casamento de Isabel/Lindalva e Edgar (Dan Stulbach), quando, ao observar o casal homoafetivo formado por Eleonora (Mylla Christie) e Jennifer (Bárbara Borges), afirmou estar sentindo “de longe o cheiro de couro”.
6. Adorava um traguinho Assim como milhares de brasileiros, Nazaré recorria a uns traguinhos no final de semana para relaxar. E às vezes, até passava do ponto.
7. Criatividade para eliminar desafetos A raposa felpuda não economizava na criatividade na hora de se livrar daqueles que não gostava. Tesoura afiada, eletrocução e empurrar escadaria abaixo estavam entre seus métodos.
8. Inspirou outras vilãs E os métodos de Naza não ficaram restritos à “Senhora do Destino”, não, ultrapassando as barreiras novelísticas.
9. Sabia sambar A vilã sabia da importância de preservar a cultura nacional e mandava ver no samba.
10. Usava o transporte público Gente como a gente, Naza precisava recorrer ao transporte público de vez em quando. E fervia na lotação.
11. Carência Como todo ser humano, às vezes Naza sentia falta de um mozão para chamar de seu, e não sentia vergonha nenhuma de sua carência.
12. Peitava as inimigas Muito antes de Valesca, Naza já distribuía “tiro, porrada e bomba” por aí, sem temer as inimigas.
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