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Imagem: Chris Jackson/Getty Images
Como a família real britânica viaja? As regras vão te surpreender
A família real britânica já utilizou aviões oficiais, jatos particulares e até voos de companhias de baixo custo; entenda mais sobre
Por Alessan Silva
03 de Agosto de 2026 às 07:00
Quando o assunto é a família real britânica, é inevitável não associá-los à uma imagem de luxo e glamour. Porém, além das aparências, existe uma realidade surpreendente: membros da família real britânica também viajam em voos comerciais.
Apesar de integrantes como o rei Charles, a rainha Camilla, o príncipe William e Kate Middleton utilizarem voos reservados para viagens oficiais e com máxima segurança, existem protocolos específicos que, eventualmente, fazem com que membros da realeza viagem em aviões “comuns”.
Em 2014, o príncipe William surpreendeu a todos ao voar de Londres para Memphis em um voo comercial, aterrissando no Aeroporto Internacional O’Hare de Chicago. O motivo foi o casamento de um amigo próximo ao príncipe, Guy Pelly.
Segundo informações da revista People, durante a escala do voo, William foi visto disfrutando de nachos de frango desfiado do Hub 51, restaurante americano, e asas de frango do RJ Grunts em um lounge privativo da Swiss Air.
Entenda
Referente às viagens oficiais, os membros da família real britânica utilizam aeronaves privadas ou governamentais, com o objetivo de reforçar a segurança.
Para compromissos pessoais ou cerimônias de menor destaque, ocasionalmente os membros da realeza viajam de voos comerciais.
Já para a rainha Elizabeth II, as instruções eram diferentes e mais específicas, de forma a seguir algumas ordens pessoais da falecida monarca.
Como funciona a escolha de voos da família real Os membros seniores da família real britânica, quando destinados em viagens oficiais ao exterior ou visitas de Estado, utilizam aeronaves particulares ou disponibilizadas pelo próprio governo.
A logística pensada para as viagens preza em primeiro lugar pela segurança dos monarcas, além da flexibilidade dos horários, uma vez que muitas dessas viagens incluem agendas lotadas.
Os custos dessas viagens oficiais dos membros da família real são cobertos pela Subvenção Soberana. Além disso, os valores são disponibilizados no relatório financeiro anual da família real.
Curiosamente, no ano fiscal de 2025 – 2026, o príncipe William realizou a viagem real de custo mais alto na história. Segundo dados da People, a viagem, com destino à Arábia Saudita, foi efetuada em fevereiro de 2026 e teve o valor de 130 mil euros em despesas.
Em contrapartida, a viagem do rei Charles e da rainha Camilla em maio de 2025 rumo ao Canadá não teve nenhum custo para a Subvenção Soberana.
Regras podem ser específicas para herdeiros O protocolo destinado aos herdeiros reais é um dos mais famosos, pois, tradicionalmente, a partir de certa idade, os herdeiros são aconselhados a não viajarem juntos. Essa cautela tem como objetivo proteger a linha de sucessão em caso de possíveis acidentes.
De acordo com informações da People, em 2023, o ex-piloto do Rei Charles, Graham Laurie, contou ter vivido uma experiência em que essa regra não-oficial foi aplicada. Em uma conversa para um episódio do podcast A Right Royal, Graham relembrou do ocorrido quando o príncipe William havia completado 12 anos.
“Curiosamente, nós voamos com os quatro: o príncipe [Charles], a princesa [Diana] , o príncipe William e o príncipe Harry, até o príncipe William completar 12 anos. Depois disso, ele passou a ter que viajar em aeronaves separadas, e só podíamos voar com os quatro juntos quando eles eram pequenos, com a permissão por escrito de Sua Majestade”, disse Graham ao se referir à então monarca rainha Elizabeth II.
Isso pode significar que o príncipe William, primeiro na linha de sucessão ao trono britânico, é possivelmente aconselhado à não viajar junto de seu filho, príncipe George, uma vez que ele completou 13 anos em julho deste ano.
Apesar disso, as decisões sobre as atuais viagens da família real são tomadas de acordo com cada situação.
George ganhará celular “tijolão” para falar com William e Kate em internato
Em setembro, o príncipe George, primogênito de William e Kate Middleton, irá estudar em um internato na Inglaterra, o Eton College. Para não perder o contato com os pais, o adolescente, que não usa smartphones, ganhará um celular do tipo “tijolão”, ou seja, que dá para fazer ligações, mas com poucos recursos high tech.
William e Kate não permitem que os herdeiros tenham acesso a celulares, porém, abriram esta exceção para que o jovem não se sinta tão sozinho. Os irmãos de George, Charlotte, de 11 anos, e Louis, de 8, tampouco têm aparelhos e não ganharão tão cedo.
Recentemente, o filho da princesa Diana explicou por que mantém os rebentos afastados desse tipo de tecnologia. “Acho que as crianças podem acessar muita coisa desnecessária na internet. Ter um celular apenas para chamadas e mensagens de texto, modelo antigo de ‘celular tijolão’, me parece uma boa ideia”, defendeu.
George, Charlotte e Louis não têm celular nem redes sociais Para analistas, a medida não fere a “regra” que William e Kate tinham imposto aos filhos, apenas a flexibiliza. “Há preocupações dos pais quanto ao fato de ele crescer na era digital. O casal não quer que os filhos tenham smartphones, embora admita que isso mudará com o filho mais velho ao ingressar no ensino médio”, antecipa Rebecca English expert em realeza ao jornal britânico Daily Mail.
“Algo que George não ganhará é um iPhone”, afirmou, anteriormente, outra expert na Coroa, Sarah Hewson, que cobra a monarquia para a revista Vanity Fair.
“Os pais dele são muito rigorosos em relação aos celulares e não permitirão que ele use redes sociais. Eles querem protegê-lo disso o maior tempo possível”, disse.
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