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Família de homem morto a facadas em estacionamento de academia contesta versão de legítima defesa
O empresário Michel Serra Begali, de 32 anos, morreu no último domingo (6), na Avenida da Amizade. em Americana.
Por Keller Stocco
12 de Setembro de 2026 às 06:15
A família do empresário Michel Serra Begali, de 32 anos, morto a facadas no último domingo (6), no estacionamento de uma academia na Avenida da Amizade, na Vila Dainese, em Americana, contesta a versão apresentada no dia do crime de que ele teria sido morto pela ex-mulher em legítima defesa.
Nesta sexta-feira (11), o advogado Werington Ramella, que representa a família, apresentou à imprensa uma manifestação já entregue à Polícia Civil com elementos que, segundo ele, contrariam essa versão e podem indicar uma possível premeditação do crime.
Entre o material estão postagens atribuídas à investigada, Natália Casorla Begali, de 32 anos, feitas pouco antes do homicídio, e imagens de câmeras de segurança que, segundo a família, mostram o veículo dela passando próximo à residência de Michel cerca de 30 minutos antes do crime.
A manifestação também pede que seja apurada a origem da faca usada no crime. A família sustenta que ela faria parte de um kit de churrasco recebido por Michel como brinde na compra de um veículo e que o conjunto teria permanecido na residência onde Natália estava após a separação. A informação ainda é investigada pela Polícia Civil.
Responsável pelas investigações, o delegado Odair José Jaeger também descartou, diante dos elementos reunidos até o momento, a hipótese de legítima defesa. “Na realidade, não houve legítima defesa. O que houve foi um homicídio frio e calculista, porque ela premeditou, na nossa opinião”, afirmou.
Segundo Jaeger, as imagens analisadas mostram Michel correndo de costas e sendo golpeado. O delegado afirmou ainda que a vítima continuou sendo atingida após cair. O registro policial aponta aproximadamente 54 ferimentos provocados por faca, cerca de 39 deles na região posterior do corpo.
O delegado informou ainda que Natália passou por exame no IML (Instituto Médico Legal), que constatou pequenas lesões na palma da mão. Segundo ele, os ferimentos já apresentavam crostas e não seriam recentes.
A Polícia Civil já ouviu a gerente da academia, uma testemunha ocular e um primo de Michel. A mãe da vítima também deve prestar depoimento. Jaeger espera concluir o relatório nos próximos dias e encaminhá-lo ao Ministério Público.
A família também pede a reavaliação da prisão domiciliar de Natália. O delegado ressaltou que a decisão cabe à Justiça e que, na audiência de custódia, ainda não estavam disponíveis os elementos obtidos posteriormente pela investigação.
Procurado, o advogado Luís Carlos Gazarini, responsável pela defesa de Natália, afirmou que a defesa confia no trabalho de apuração conduzido pela Polícia Civil e aguarda a conclusão das investigações para se manifestar.
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