Seu cérebro guarda insultos por 20 anos, mas esquece os elogios em 30 dias
Não estamos falando de energia negativa; é algo que perdura em nossa mente, e ficamos lembrando por muito mais tempo que algo positivo
Por Alessan Silva
18 de Setembro de 2026 às 06:57
Já reparou que os insultos têm muito mais peso do que os elogios? E não estamos falando de energia negativa, pois é algo que perdura em nosso cérebro, e ficamos lembrando por muito mais tempo que algo positivo que tenhamos ouvido. Os neurocientistas decidiram estudar este assunto e descobriram algo chocante. Confira:
Cérebro guarda insultos por muito mais tempo que elogios A explicação para isso está nos nossos antepassados. Pois, da mesma forma que nosso corpo tem dificuldades de emagrecer, por exemplo, - pois precisava guardar energia - ele também armazena informações que podem ser uma ameaça, para, assim, se proteger nas próximas vezes. É como se ele tivesse a função de montar uma lista de aprendizados. E isso tem até nome: Viés da Negatividade.
Mais especificamente, ocorre a liberação de substâncias que geram medo e estresse em nós, pois fomos afetados de uma forma negativa ao ouvirmos um insulto. Consequentemente, a memória fica registrada por até 20 anos. E o mesmo não acontece com elogios, pois esta reação química não acontece, fazendo com que esqueçamos deles dentro de 30 dias.
"Quem bate esquece, quem apanha lembra"
é um ditado popular que significa que quem causa uma dor ou injustiça logo esquece o que fez, mas quem sofre continua guardando a lembrança da ofensa por muito tempo.
O Sentido da Frase
Desigualdade da dor: O agressor segue a vida normalmente porque não sente o impacto emocional do dano que causou.
Marca profunda: A vítima carrega o sofrimento, pois a dor física ou moral deixa cicatrizes difíceis de apagar.
Uso comum: A expressão aparece em situações de conflitos familiares, relacionamentos amorosos difíceis ou amizades rompidas.
Presença na Cultura e na Música O verso virou tema de várias canções tradicionais e modernas no Brasil. Você pode conferir a composição clássica no Cifra Club de Waldir Ramos para ver como a dor do abandono é retratada na melodia.
Explicando
"Imagine a seguinte cena, ouvinte: você está andando pela rua, comendo uma banana e, sem querer, joga a casca no chão. Você continua andando e, dois minutos depois, já esqueceu completamente daquela casca, né?
Mas, logo atrás de você, vem alguém distraído, pisa na casca, escorrega e leva aquele tombo!
Para você, a casca de banana já é passado. Mas para quem caiu? Ah, essa pessoa vai lembrar do tombo — e do roxo no joelho — por uma boa semana!
É exatamente isso que o ditado 'Quem bate esquece, quem apanha lembra' quer dizer.
Às vezes, a gente solta uma piadinha sem graça, dá uma resposta atravessada ou vacila com alguém. Para a gente, que 'bateu' (ou jogou a casca de banana), o momento passa batido e a gente esquece rápido. Mas para quem recebeu o impacto, aquilo vira um hematoma no coração que demora para sumir.
Por isso, fica a dica do dia para quem está ligado na nossa programação: antes de jogar qualquer palavra ou atitude no mundo, lembra que o outro não tem o mesmo amortecedor que você. Vamos espalhar mais abraços e menos cascas de banana por aí?"
Usamos cookies essenciais para o funcionamento do site e cookies não essenciais para análise e melhorias. Você pode aceitar ou recusar o uso de cookies não essenciais.